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Fernando Braghetto

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LASIK

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Problemas e Complicações
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Anomalias Corneanas

Síndrome das Areias do Saara (Ceratite Lamelar Difusa ou DLK)

           A Ceratite Lamelar Difusa (DLK - Diffuse Lamellar Keratitis) também é conhecida por Sindrome das Areias do Saara (SOS - Sands of the Sahara) que é uma inflamação estéril (não-infeciosa) abaixo da lamela e ocorre em 1 em cada 500 casos. Ninguém sabe a cusa, mais provavelmente é mais de uma causa. O cirurgião detecta isso após alguns dias da cirurgia através do microscópio. Os pacientes normalmente apresentam muito desconforto e reportam problemas de visão sérios, além de manchas brancas (em casos raros) na cornea. Esse acúmulo de células inflamatórias produz a sensação de areias em movimento e é chamado de "areias do Saara". A síndrome das areias do Saara é tratada com sucesso através de agressivas doses de esteróides. O médico vai receitar um colírio mais forte e mais vezes ao dia para resolver a inflamação. Raramente o cirurgião vai levantar a lamela para limpar a inflamação. Cuidadosamente verificado, não causa nenhum problema, mas sem cuidados adequados pode levar a perda da acuidade visual. Casos graves de DLK são reportados em 1 à cada 50 mil olhos.

 

Ablação descentralizada

Ablação é o ato de remover tecido corneano. Se o laser não for centralizado na pupila durante a cirurgia, resultados podem ser comprometidos. Isso significa que parte da luz é focalizada de forma correta e outra parte não. Essa é a razão pela qual é tão importante fixar o olhar no raio laser. Muitos dos lasers novos possuem feixes com rastreamento do movimento dos olhos, que reduzem significativamente a possibilidade de ablação descentrada. Se o equipamento não tiver “eye tracking” essa tarefa é passada ao médico, e o médico pode parar o laser e realinhar o olho antes de continuar. Alguns pacientes com dificuldade de fixar podem requerir um instrumento para imobilizar o olho.

Ablação descentralizada grave pode reduzir a visão.

 

Acima se pode ver a imagem de uma ablação descentralizada através de um exame de topografia corneana chamado Orbscan IIc.

 

Aumento da Pressão Intra-ocular.

Colírios com esteróides são usados nos cuidados pós-operatórios de pacientes submetidos ao LASIK para reduzir o risco potencial de inflamação. Os esteróides apresentam uma tendência de aumentar a pressão natural no olho. Em alguns pacientes, a pressão pode aumentar ao ponto de causar danos ao nervo óptico. É por isso que esteróides não devem ser usados por muito tempo após a cirurgia LASIK. A suspensão do uso de gotas de esteróides geralmente resulta na normalização dos níveis de pressão. Nível de pressão muito alto por colírios esferóides pode levar ao glaucoma. Pessoas com DLK que usam esferóides muito fortes por muito tempo tem na pressão intra-ocular sua maior preocupação.

 

Anormalidades da Lente

Opacificação do cristalino é conhecida como catarata. Trata-se de uma ocorrência natural relacionada com a idade, que pode ser precipitada por quase todo tipo de cirurgia ocular invasiva. O uso de esteróides no período pós-operatório com o objetivo de controlar inflamações pode contribuir para essa condição.

 

Ptose

Um espéculo é utilizado durante o LASIK para manter as pálpebras bem afastadas. Isso pode forçar ou inflamar os músculos responsáveis por abrirem a pálpebra, resultando no seu enfraquecimento. Esse problema, em geral, é resolvido naturalmente.

 

Infecção, Ulceração ou Inflamação

Após o LASIK, uma infecção pode levar a uma ulceração na lamela. Essa área está mais próxima da porção interna do olho, aumentando o risco de penetração da infecção. Assim, as infecções precisam ser tratadas de forma intensa. Uma vez que o epitélio corneano é minimamente alterado após o LASIK, as chances de uma infecção corneana são de aproximadamente 1 à cada 5000 olhos.