|
Problemas
e Complicações
Diferenças
de Acuidade visual | Efeitos
Colaterais | Aberrações
Visuais | Anomalias
Lamelares | Anomalias
Corneanas | Galeria
de Imagens (Efeitos Colaterais)
Anomalias Corneanas
A Ceratite Lamelar Difusa (DLK - Diffuse Lamellar Keratitis)
também é conhecida por Sindrome das Areias do Saara (SOS - Sands
of the Sahara) que é uma inflamação estéril (não-infeciosa)
abaixo da lamela e ocorre em 1 em cada 500 casos. Ninguém sabe a
cusa, mais provavelmente é mais de uma causa. O cirurgião detecta
isso após alguns dias da cirurgia através do microscópio. Os
pacientes normalmente apresentam muito desconforto e reportam
problemas de visão sérios, além de manchas brancas (em casos
raros) na cornea. Esse acúmulo de células inflamatórias produz a
sensação de areias em movimento e é chamado de "areias do
Saara". A síndrome das areias do Saara é tratada com sucesso
através de agressivas doses de esteróides. O médico vai receitar
um colírio mais forte e mais vezes ao dia para resolver a inflamação.
Raramente o cirurgião vai levantar a lamela para limpar a inflamação.
Cuidadosamente verificado, não causa nenhum problema, mas sem
cuidados adequados pode levar a perda da acuidade visual. Casos
graves de DLK são reportados em 1 à cada 50 mil olhos.
Ablação é o ato de remover tecido corneano. Se o laser não for
centralizado na pupila durante a cirurgia, resultados podem ser
comprometidos. Isso significa que parte da luz é focalizada de
forma correta e outra parte não. Essa é a razão pela qual é tão
importante fixar o olhar no raio laser. Muitos dos lasers novos
possuem feixes com rastreamento do movimento dos olhos, que reduzem
significativamente a possibilidade de ablação descentrada. Se o
equipamento não tiver “eye tracking” essa tarefa é passada ao
médico, e o médico pode parar o laser e realinhar o olho antes de
continuar. Alguns pacientes com dificuldade de fixar podem requerir
um instrumento para imobilizar o olho.
Ablação
descentralizada grave pode reduzir a visão.

Acima se pode ver a imagem de uma ablação
descentralizada através de um exame de topografia corneana chamado
Orbscan IIc.
Colírios
com esteróides são usados nos cuidados pós-operatórios de
pacientes submetidos ao LASIK para reduzir o risco potencial de
inflamação. Os esteróides apresentam uma tendência de aumentar a
pressão natural no olho. Em alguns pacientes, a pressão pode
aumentar ao ponto de causar danos ao nervo óptico. É por isso que
esteróides não devem ser usados por muito tempo após a cirurgia
LASIK. A suspensão do uso de gotas de esteróides geralmente
resulta na normalização dos níveis de pressão. Nível de pressão
muito alto por colírios esferóides pode levar ao glaucoma. Pessoas
com DLK que usam esferóides muito fortes por muito tempo tem na
pressão intra-ocular sua maior preocupação.
Opacificação do
cristalino é conhecida como catarata. Trata-se de uma ocorrência
natural relacionada com a idade, que pode ser precipitada por quase
todo tipo de cirurgia ocular invasiva. O uso de esteróides no período
pós-operatório com o objetivo de controlar inflamações pode
contribuir para essa condição.
Um espéculo é
utilizado durante o LASIK para manter as pálpebras bem afastadas.
Isso pode forçar ou inflamar os músculos responsáveis por abrirem
a pálpebra, resultando no seu enfraquecimento. Esse problema, em
geral, é resolvido naturalmente.
Após o LASIK, uma
infecção pode levar a uma ulceração na lamela. Essa área está
mais próxima da porção interna do olho, aumentando o risco de
penetração da infecção. Assim, as infecções precisam ser
tratadas de forma intensa. Uma vez que o epitélio corneano é
minimamente alterado após o LASIK, as chances de uma infecção
corneana são de aproximadamente 1 à cada 5000 olhos.
|