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Anomalias Lamelares
Em alguns casos raros, durante o LASIK no procedimento de
microcerátomo, onde a lamela é criada, ela se torna mais fina que
o desejado. Uma lamela mais fina que o esperado precisa ser
recolocada em sua posição para que ela possa cicatrizar antes da
operação. O procedimento cirúrgico pode ser feito novamente após
3 meses.
Durante a passagem do microcerátomo no LASIK, se a lâmina
de corte sofrer uma obstrução física durante a sua passagem, uma
lamela incompleta poderá ser criada. A espessura da lamela será
boa, mas não será constante em toda a córnea, como necessário.
Ela deverá ser recolocada em sua posição e para que ela possa
cicatrizar antes da operação. O procedimento cirúrgico pode ser
feito novamente após 3 meses.
Estrias
são como se fossem enrugamentos da lamela durante a recolocação
no local. É bem mais comum em pacientes míopes com altos graus. A
maioria não terá problemas se isso acontecer, porém em cerca de
1% dos casos de lamelas com estrias, é possível que a acuidade
visual seja prejudicada. O oftalmologista deverá recolocar o flap
na posição corretas e são facilmente corrigidas se forem
verificados rapidamente. Após algum tempo da cirurgia, a recolocação
do flap pode se tornar difícil ou impossível.
As
estrias interferem na regularidade da superfície refrativa da córnea
e, portanto, na visão. Qualquer contato físico com o olho, tal
como atingi-lo ou esfregá-lo, pode deslocar a lamela durante os
primeiros dias após a cirurgia. Se forem detectadas estrias, a
lamela terá que ser levantada e reposicionada com uma suave
manipulação no sentido de esticar dobras. Quanto mais tempo as
dobras permanecerem, mais difícil será o trabalho de retirá-las.
Entretanto, as estrias vêm sendo removidas com sucesso até meses
após o procedimento inicial.
Se o microcerátomo cortar toda a córnea, ela não abrirá a
“tampa da laranja”, mas sim destacará a “tampa” do corpo.
Uma lamela livre pode sair do lugar após a cirurgia e acabar
sendo perdida, como acontece quando as lentes de contato caem do
olho. Um cirurgião experiente pode antecipar e tratar com
facilidade uma lamela livre. Este defeito é uma complicação e
leva a “lamela livre” ou “perda da lamela”. O cirurgião
deverá ter cuidado para posicionar o flap, porém já foi descritos
casos onde a lamela é colocada de “ponta cabeça”, rotacionada
ou perdida. Lamelas Livres são comuns em microcerátomos antigos
como o ACS (Automated Corneal
Shaper). Os novos microcerátomos como hansatome, Moria e SKBM
reduziram e muito a freqüência de casos de lamelas livres. Além
disso, há pacientes que apresentaram cicatrizações normais sem a
lamela, alcançando uma visão excelente. Isso acontece em cerca de
1 para 1000 casos.
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